As Origens do Homem
Há
menos de 150 anos, o naturalista inglês Charles
Darwin surpreendeu o mundo ao sugerir num livro que o homem e o macaco
tinham um ancestral comum. Apesar do escândalo que provocou na época, a teoria
de Darwin forma atualmente a base de nossa compreensão sobre a evolução das
espécies animais e vegetais.
EVOLUIR
significa modificar-se de geração em geração, através do tempo.
Segundo
a teoria evolucionista, os seres vivos da mesma espécie variam em tamanho,
forma, cor, força e inúmeros outros aspectos.
No
reino animal, os seres humanos são os que mais se relacionam com os grandes símios
(chimpanzés e gorilas), com a mesma estrutura anatômica básica e constituição
genética similar. Tais semelhanças foram herdadas de um ancestral comum, que
viveu, segundo cálculos baseado em prova fóssil e pesquisa molecular, a cerca
de dez milhões de anos. Estimulado pó mudanças ambientais e outros fatores
desconhecidos, símios seres humanos seguiram caminhos evolutivos diferentes
entre 5 e 8 milhões de anos atrás.
Ossos
fossilizados e pegadas mostram que a adaptação fundamental do homem ao
bipedalismo (andar ereto) se deu na África há 4 milhões de anos.
A
mais antiga e segura prova do bipedalismo foi encontrada na África Oriental na
região do Afar, na Etiópia.
Era
o esqueleto conhecido como LUCY, um Australoptecíneo feminino que vagava pela
região há cerca de 3,4 milhões de anos.
A
descoberta de pegada, preservadas por cinzas vulcânicas, de dois Australoptecíneos
adultos acompanhados por uma cria em Laetoli, mostra que os ancestrais do homem
já viviam em núcleos familiares há 3,8 milhões de anos.
Os Australoptecíneos – “macaco do sul" – combinavam características
simiescas e traços humanos, tinham crânios pequenos e maxilares grandes.
Os
fósseis mais antigos atribuídos ao gênero HOMO foram encontrados na África
Oriental, no desfiladeiro de Olduvai. Diferenciava-se dos Australoptecíneos
pelo cérebro maior, crânio arredondado e face humana. Eram bípedes e
provavelmente viviam nos bosques e nas savanas.
O
HOMO HABILIS, que significa "homem habilidoso" ou aquele que fabrica
seus próprios utensílios “, foi o primeiro hominídeo a fabricar
ferramentas”.
Um
estágio mais avançado no desenvolvimento de características anatômicas
modernas é observado em fósseis africanos que datam, aproximadamente, entre
1,7 milhões de anos atrás a 200.000 AC. Era o HOMO ERECTUS, que tinha o corpo
e cérebro maior, e mais desenvolvido, lidava com ferramentas e sabia usar o
fogo. O HOMO ERECTUS foi o primeiro hominídeo a sair da África, sendo
encontrado no sudeste da Ásia e na China.
O
HOMO ERECTUS evolui evoluiu para o HOMO SAPIENS (homem racional), linhagem da
qual derivam as primeiras populações de seres humanos modernos, os HOMO
SAPIENS SAPIENS.
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Os
Australoptecíneos estavam restritos à África Tropical onde podiam sobreviver
sem vestuário, abrigo ou fogo. Mas os descendentes do HOMO HABILIS na Ásia e
Europa, logo fizeram uso de sua inteligência para construir abrigos,
confeccionar peças de vestuário e dominar o fogo, habilitando-os a sobreviver
e prosperar.
A
colonização da Europa provavelmente começou entre 1 milhão e 700 mil anos
atrás.
O
HOMO SAPIENS NEANDERTHALENSIS (homem de Neanderthal) povoou a Europa e a Ásia
Ocidental entre 100.000 e 35.000 AC. Seus rostos de feições toscas, com
grandes mandíbulas, testa proeminente, corpos musculosos e robustos,
provavelmente representam uma adaptação ao frio da última Idade do Gelo.
Os
mais antigos fósseis conhecidos com as características do homem moderno –
HOMO SAPIENS SAPIENS – são da Etiópia e de Israel que datam entre 90.000 e
110.000 AC.
Na
Europa Ocidental calcula-se que os primeiros seres humanos com as características
do homem moderno, apareceram há 35.000 anos. Mais ou menos na mesma época,
seres humanos modernos surgiram na Ásia.
Há
muito a descobrir a respeito da origem e dispersão da espécie humana, mas está
claro que o homem moderno já ocupava a maior parte do então mundo habitável
por volta de 30.000 AC. Isto inclui a Austrália, povoada em 50.000 AC.
As
Américas também foram povoadas por povos que periodicamente cruzavam a ponte
terrestre sobre o Estreito de Bhering, formada em intervalos de baixa maré, ao
redor de 45.000, 30.000 e 20.000 AC.
Essencial
no desenvolvimento humano de 2,5 milhões de anos atrás até 10.000 AC foi a
mudança física permanente. A chave para o sucesso do homem, porém, reside no
desenvolvimento da cultura e tecnologia, possibilitado por um cérebro cada vez
maior. Esse desenvolvimento intelectual e sobretudo a invenção da fala e
linguagem possibilitaram ao homem assumir um lugar de destaque na história da
evolução.
Bibliografia:
Grande Enciclopédia Larrouse Cultural, vol. 12
História do Mundo, vol. 1
Atlas da História do Mundo
fiorgeograf