G e o g r a f i a d a s R e l i g i õ e s
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Resumo das religiões seus conceitos e suas características, curiosidade que se acentuou apos a invasão Estadunidense no Iraque.
Conheça o
cristianismo, a religião de Jesus
O cristianismo é uma das chamadas grandes religiões. Tem aproximadamente 1,9
bilhão de seguidores em todo o mundo, incluindo católicos, ortodoxos e
protestantes. Cristianismo vem da palavra Cristo, que significa messias, pessoa
consagrada, ungida. Do hebraico mashiah (o salvador) foi traduzida para o grego
como khristos e para o latim como christus.
A doutrina do cristianismo baseia-se na crença de que todo o ser humano é
eterno, a exemplo de Cristo, que ressuscitou após sua morte. A fé cristã ensina
que a vida presente é uma caminhada e que a morte é uma passagem para uma vida
eterna e feliz para todos os que seguirem os ensinamentos de Cristo, baseados na
fraternidade e no amor ao próximo.
Os ensinamentos estão contidos na Bíblia, dividida entre o Antigo e o Novo
Testamento.
O Antigo Testamento trata da lei judaica, ou Torah. Começa com relatos da
criação e é todo permeado pela promessa de que Deus, revelado a Abraão, a Moisés
e aos profetas enviaria à Terra seu próprio filho como Messias, o salvador.
O Novo Testamento contém os ensinamentos de Cristo, escritos por seus
seguidores. Os principais são os quatro evangelhos ("mensagem", "boa nova"), que
são quatro versões mais ou menos semelhantes da vida de Cristo, escritas pelos
apóstolos Mateus, Marcos, Lucas e João. Também inclui os Atos dos Apóstolos
(cartas e ensinamentos que foram passados de boca em boca no início da era
cristã, com destaque para os textos de São Paulo) e o Apocalipse (texto até hoje
polêmico e que narra, basicamente, como seria ao fim do mundo).
O nascimento do cristianismo se confunde com a história do império romano e com
a história do povo judeu. Na sua origem, o cristianismo foi apontado como uma
seita surgida do judaísmo.
Quando Jesus Cristo nasceu, na pequena cidade de Belém, próxima a Jerusalém, os
romanos dominavam a Palestina. Os judeus viviam sob a administração de
governadores romanos e, por isso, aspiravam pela chegado do Messias, apontado na
Torá como o enviado que os libertaria da dominação romana.
Segundo a Bíblia, até os 30 anos Jesus viveu anônimo em Nazaré, cidade situada
no norte do atual Israel. Aos 33 anos seria crucificado em Jerusalém e
ressuscitaria três dias depois. Em pouco tempo reuniu seguidores (os 12
apóstolos) e percorreu a região pregando sua doutrina e fazendo milagres, como
ressuscitar pessoas mortas e curar cegos, o que lhe garantiu rápida
popularidade.
Mas, para as autoridades religiosas judaicas ele era um blasfemo, por não seguir
à risca os ensinamentos da Torah. Também não dava mostras de que seria o líder
que libertaria a região da dominação romana. Ele apenas pregava paz, amor ao
próximo. Para os romanos, era um agitador popular, que não reconhecia a
divindade do imperador de Roma.
Após ser preso e morto, a tendência era de que seus seguidores se dispersassem e
seus ensinamentos fossem esquecidos. Ocorreu o contrário. É justamente nesse
fato que se assenta a fé cristã. Como haviam antecipado os profetas no Antigo
Testamento, Cristo ressuscitou, apareceu a seus apóstolos que estavam escondidos
e ordenou que se espalhassem pelo mundo pregando sua mensagem de amor e paz.
Apóstolo quer dizer enviado.
O cristianismo firmou-se como uma religião de origem divina. Seu fundador era o
próprio filho de Deus, enviado como salvador e construtor da história junto com
o homem. Ser cristão, portanto, seria engajar-se na obra redentora de Cristo,
tendo como base a fé em seus ensinamentos.
Rapidamente, a doutrina cristã se espalhou pela região do Mediterrâneo e chegou
ao coração do império romano. São Pedro, um dos 12 apóstolos, se tornou o
primeiro bispo de Roma e o primeiro papa. A ele, Jesus teria dito: "Tu és Pedro
e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja". Igreja significa reunião.
A difusão do cristianismo pela Grécia e Ásia Menor foi obra especialmente do
apóstolo Paulo, que não era um dos 12 e teria sido chamado para a missão pelo
próprio Jesus. As comunidades cristãs se multiplicaram. Surgiram rivalidades. Em
Roma, muitos cristãos foram transformados em mártires, comidos por leões em
espetáculos no Coliseu, como alvos da ira de imperadores atacados por corrupção
e devassidão.
Em 313, o imperador Constantino se converteu ao cristianismo e concedeu
liberdade de culto, o que facilitou a expansão da doutrina por todo o império.
Antes de Constantino, as reuniões ocorriam em subterrâneos, as famosas
catacumbas que até hoje podem ser visitadas em Roma.
O cristianismo, mesmo firmando-se como de origem divina, é, como qualquer
religião, praticado por seres humanos com liberdade de pensamento e diferentes
formas de pensar.
Assim, à medida que foi ganhando terreno, também enfrentou rachas -sua grande
ferida viva do passado e do presente.
Desvios de percurso e situações históricas determinaram os rachas que dividiram
o cristianismo em várias confissões (as principais são as dos católicos,
protestantes e ortodoxos).
O primeiro grande racha veio em 1054, quando o patriarca de Constantinopla,
Miguel Keroularios, rompeu com o papa, separando do cristianismo controlado por
Roma as igrejas orientais, ditas ortodoxas. Bizâncio e depois Constantinopla (a
Istambul de hoje, na Turquia), seria até 1453 a capital do império romano do
Oriente, ou Império Bizantino.
O império romano do Ocidente já havia caído muito tempo antes, em 476, marcando
o início da Idade Média. E foi justamente na chamada Idade Média, ainda hoje um
dos períodos mais obscuros da história, que o cristianismo enfrentou seus
maiores desafios, produzindo acertos e erros.
Essa caminhada culminou com o segundo grande racha, a partir de 1517. O teólogo
alemão Martinho Lutero, membro da ordem religiosa dos Agostinianos, revoltou-se
contra a prática da venda de indulgências e passou a defender a tese de que o
homem somente se salva pela fé.
Lutero é excomungado e funda a Igreja Luterana. Não reconhece a autoridade papal,
nega o culto aos santos e acaba com a confissão obrigatória e o celibato dos
padres e religiosos. Mas mantém os sacramentos do batismo e da eucaristia.
Mais tarde, a chamada Reforma Protestante deu origem a outras inúmeras igrejas
cristãs, cada uma com diferentes interpretações de passagens bíblicas ou de
ensinamentos de Cristo.
Atualmente, está em curso um movimento de reunificação cristã. Teve início há
cerca de 40 anos, a partir do famoso Concílio Vaticano II (1962-1965) promovido
pela Igreja Católica. Cresce a percepção de que o cristianismo precisa
restabelecer sua unidade.
O chamado ecumenismo envolve o diálogo do cristianismo também com as outras
grandes religiões, como o islamismo, o judaísmo, o hinduísmo e o budismo.
O caminho será longo, mas a hora é a de acabar com fanatismos, que nada têm de
religioso e são origem de tantos males.
Saiba mais
sobre o Islamismo,
a religião de Allah
O islamismo é a religião que mais cresce no mundo: 15% ao ano. São hoje mais de
1,2 bilhão de pessoas (7 milhões só nos EUA). Uma em cada cinco pessoas na Terra
é muçulmana, outro nome dado aos seguidores do islamismo.
Essa religião nasceu com a revelação do livro sagrado dos muçulmanos, o Alcorão.
Foi revelado ao profeta Muhammad por volta de 622 d.C., em Meca (Arábia
Saudita). Muhammad (570-632 a.C) recebeu e recitou o Alcorão aos seus
companheiros, que o escreveram. A religião mais conhecida era, até então, a dos
cristãos (e, em menor número, a judaica). Muhammad recebeu a palavra diretamente
de Deus, como Abrahão, Moisés e Jesus.
Assim como a Bíblia, o Alcorão também ensina que há apenas um Deus, que existe
céu (com anjos) e inferno (com demônios), e que sua lei deve ser seguida à
risca. Também é repleto de metáforas, provérbios e sentenças, que podem ser bem
ou mal interpretados.
Para os seguidores dessa religião, Jesus Cristo foi realmente um profeta enviado
por Deus, mas sua missão não teria chegado ao final. Sua palavra não foi
compreendida e aceita pelos judeus.
Por isso houve a necessidade que viesse um outro profeta, que teria contato
direto com o Onipotente. Ele veio completar a mensagem de Jesus, diz a tradição.
Esse homem que traria a lei divina foi Muhammad, cujo nome foi traduzido
incorretamente para o português como Maomé.
A religião de Allah (como Deus é chamado pelos islâmicos) não aceita adoração de
imagens e nem música instrumental, apenas percussão. Tampouco permite sexo antes
do casamento. Mas, pelas leis religiosas, o homem pode casar com até quatro
mulheres.
Também como há um aviso divino no último livro da Bíblia, para que nenhuma
palavra ou letra seja alterada, retirada ou incluída (no Apocalipse de São João,
22, 18-19), o mesmo acontece com o Alcorão. Como foi ditado por Deus, nenhum ser
vivo pode tocar em seu texto original.
Todo muçulmano que tiver saúde e dinheiro suficiente deve ir pelo menos uma vez
na vida até Meca, na Arábia Saudita, onde está a Mesquita Sagrada. Lá, o fiel
deve dar sete voltas em torno da primeira grande edificação sagrada, a Caaba.
Há outras atividades e locais que devem ser visitados, como o Monte Arafat e a
cidade de Medina _para onde Muhammad migrou quando foi perseguido em Meca.
Essa saída de Muhammad de Meca é chamada de hégira ("migração") e marca o início
do calendário muçulmano. Marca o momento em que todo um povo pagão passou a
seguir os preceitos do islamismo. O ano muçulmano é medido pelas 12 revoluções
completas da Lua em torno da Terra. Numa média, seu ano é 11 dias menor que o
nosso ano solar. Em 26 de março de 2001, entramos no ano 1422 de seu calendário.
Durante o controle de Meca, surgiu com força a idéia e sensação coletiva de que
todos os muçulmanos são irmãos e que devem combater todos os homens até que
reconheçam que só há um Deus.
Cinco pilares
O Islamismo tem cinco fundamentos obrigatórios para quem quer segui-lo à risca:
1) Testemunhar que só há um Deus
2) Rezar cinco vezes ao dia
3) Dar 2,5% de seu lucro líquido para as pessoas mais carentes
4) Jejuar no mês de Ramadã
5) Peregrinação à Meca
Em outra semelhança com o mundo cristão, os muçulmanos também sofreram uma
cisão, como a que ocorreu entre católicos e protestantes. No seu caso, a divisão
é entre os sunitas e xiitas, que disputam o direito à sucessão de Muhammad. Só
que os sunitas representam 90% dos muçulmanos no mundo.
Assim como no cisma cristão, um dos motivos da luta entre sunitas e xiitas é
saber quem deveria liderar o islamismo depois da morte do profeta, e também quem
teria a "propriedade" da interpretação correta da palavra de Deus. Mas, na
verdade, a palavra é uma só.
Conheça um
pouco da história do Judaísmo
A história do judaísmo começa com Abrahão, por volta do ano 2.100 a.C. Abrahão
morava na Mesopotâmia quando recebeu uma mensagem de Deus ordenando-o a
abandonar sua terra natal e a seguir para um novo local, onde seria "fundado" o
povo de Deus. A esse povo Deus garantiu bençãos, favores e sua predileção. O
local escolhido foi a terra de Canaã.
Abrahão obedeceu e partiu. Mais tarde, quando morreu, seu poder foi passado ao
filho Isaac e deste para Jacob, que por sua vez o dividiu entre seus 12 filhos.
Um deles era José, que mais tarde seria vendido como escravo ao faraó, rei do
Egito.
José era tão sábio e foi tão querido pelo faraó (rei do Egito) que ganhou um
cargo e poderes imensos: chegou a ser uma espécie de vice-rei. Imediatamente
José tratou de dar a seus irmãos mais terras, para que as cultivassem. Assim os
israelitas começaram a prosperar.
Esse foi o problema: prosperaram tanto e se tornaram tão ricos e tão numerosos
que assustaram o reino egípcio. Resultado: foram subjugados militarmente e
submetidos à escravidão. O faraó ainda não estava satisfeito. Pretendia
interromper de forma definitiva sua expansão: decidiu que todos os varões que
nascessem nas famílias israelitas deveriam ser mortos. E assim foi feito, e de
forma cruel. Às meninas, no entanto, era dado o direito à vida.
Um desses bebês, cujo destino certo era a morte, foi escondido por seus pais dos
soldados egípcios. Os pais conseguiram isso durante três meses. Quando a vida do
bebê passou a correr perigo iminente, seus pais o colocaram numa cesta e o
soltaram no rio Nilo.
Quis o destino que uma das filhas do faraó visse o cestinho boiando nas águas e
ouvisse o choro do bebê. Ela tratou de resgatá-lo e o menino ganhou o nome de
Moisés, ou Moschê, que pode significar "retirado" ou "nascido das águas".
Moisés cresceu e estudou dentro do reino egípcio, sempre muito bem tratado,
apesar de sua salvadora saber que era filho de hebreus.
Um dia, enquanto ainda vivia no reino, Moisés foi visitar seus "irmãos" hebreus
e viu um deles ser ferido com crueldade por um egípcio. Irado, Moisés matou o
egípcio e escondeu seu corpo na areia. Mas as notícias correram rapidamente: o
faraó soube do crime e decidiu mandar matar Moisés. No entanto, ele conseguiu
fugir para a terra de Madiã.
Foi ali que ele conheceria sua primeira mulher, filha do sacerdote local,
chamada Séfora. Ela lhe deu um filho, que ganhou o nome de Gerson (que significa
"hóspede").
"Porque sou apenas um hóspede em terra estrangeira", diz Moisés no capítulo 2,
versículo 22 do Êxodo.
Passaram-se os anos, o faraó que perseguia Moisés morreu, mas os israelitas (ou
hebreus) continuavam sob o jugo egípcio. Diz a Bíblia que Moisés se compadeceu
do sofrimento de seu povo e clamou a Deus pelos seus irmãos. Deus o ouviu.
Deus apareceu para Moisés pela primeira vez numa fogueira de sarça, feita no
monte Horeb. E lhe disse:
"(...) Eis que os clamores dos israelitas chegaram até mim, e vi a opressão que
lhes fazem os egípcios. Vai, te envio ao faraó para tirar do Egito os
israelitas, meu povo (Êxo, 3, 9-10)."
Apesar de achar que nem o novo faraó nem seus próprios irmãos acreditariam nele,
Moisés fez o que Deus mandou. Voltou ao Egito e contatou o faraó. Este parecia
inabálavel na decisão de manter os hebreus escravos.
O faraó só mudou de idéia depois que viu seu reino ser atingido por dez pragas
enviadas diretamente por Deus. Finalmente, ele permitiria a libertação dos
israelitas. Na verdade, foi uma expulsão.
É aí que começa a primeira grande movimentação de um povo na história. A Bíblia
fala em 600 mil vagando pelo deserto durante 40 anos, em direção à terra
prometida. Atravessaram o golfo ocidental do Mar Vermelho.
Nasce o Judaísmo
Durante essas quatro décadas Deus comunicou-se diretamente com Moisés e deu
todas as leis a serem seguidas por seu "povo eleito". Os dez mandamentos, o
conjunto de leis sociais e penais, as regras dos alimentos, os direitos sobre
propriedades... Enfim, tudo foi transmitido por Deus a Moisés, que retransmitia
cada palavra ao povo que o seguia. Era o nascimento do Judaísmo.
A missão não foi fácil nem para Deus: durante os 40 anos que "acompanhou" os
israelitas no deserto, o Todo-Poderoso voltou a constatar os terríveis defeitos
da natureza humana. Cansados, sem esperança e desconfiados de Moisés, muitos
iriam atacá-lo e criticá-lo. A incredulidade e a desobediência dos israelitas
eram tamanhas que, algumas passagens, Deus pondera em destrui-los e a dar a
Moisés outro povo (a primeira vez que Deus "lamenta" ter criado a raça humana
está em Genesis 6, 6).
Mas Moisés não queria outro povo. Clamou novamente a Deus para que perdoasse os
erros dos israelitas. Era com eles que queria seguir até a terra prometida. Deus
aquiesceu.
Moisés levou a cabo sua missão. Subiu as planícies de Moab ao monte Nebo, em
frente a Jericó (hoje uma área sob controle palestino) e legou aos seus
descendentes o Torah (o Velho Testamento).
"Eis a terra que jurei a Abraão, Isaac e a Jacó dar à tua posteridade. Viste-a
com os teus olhos, mas não entrarás nela (disse Deus). E Moisés morreu." (Deut,
34, 4-5).
"Não se levantou mais em Israel profeta comparável a Moisés, com quem o Senhor
conversava face a face." (Deut, 34, 10).
E os judeus passaram a seguir apenas as leis do Torah. Jesus Cristo não é aceito
como filho de Deus, como diz o Novo Testamento, conjunto de livros que é
desconsiderado pela religião judaica.
Saiba mais sobre o
Hinduísmo,
a religião dos deuses
Hinduísmo, mais do que uma simples religião, é um complexo conjunto de doutrinas
e práticas religiosas que surgiram na Índia cerca de 4.000 anos atrás. Em
sânscrito a palavra hinduísmo escreve-se "sanatana dharma", que significa "a lei
permanente". São cerca de 650 milhões de adeptos dessa religião no mundo.
A base do hinduísmo está nos chamados Quatro Livros Sagrados dos Vedas (Rigveda,
Samaveda, Yajurveda e Artharvaveda). O conhecimento que deu origem a esses
livros possivelmente vinha pela tradição oral e talvez até pela pintura. No
século 10, foram compilados.
A origem dos Vedas seria um povo ário de origem indo-européia, que teria chegado
à região dos rios Indo e Ganges cerca de 3.500 anos atrás e lá se estabelecido.
O hinduísmo é uma das primeiras religiões a ter como fundamento a crença na
reencarnação e no carma, bem como na lei de ação e reação _que milhares de anos
depois, no século 19, seria encampada pelo espiritismo. Para os hindus, tudo
reencarna. Não só pessoas, mas animais também.
Assim como o islamismo e o cristianismo, o hinduísmo também ganhou status de
ordem política, já que ele ensina que a lei (dharma) criou os humanos e a
própria natureza sob um sistema de castas. Cada indivíduo pertence à casta que
merece. Quanto mais alta a casta, em tese, maior evolução espiritual essa pessoa
tem.
A religião não busca a felicidade neste mundo. Sua principal orientação é para
que o homem se liberte de todo o carma e das reencarnações, e atinja um estado
conhecido como nirvana. O Paraíso bíblico, para os hindus, é esse. Para atingir
esse "lugar" é necessário praticar ioga e meditação diariamente, por toda a
vida. e fazer o bem, claro.
Trata-se de uma religião politeísta (com vários deuses e deusas). Entre eles
Brahma, o deus principal e criador, que com Shiva e Vishnu. Formam a tríade
divina ("traduzindo" para os cristãos, Pai, Filho e Espírito Santo); também há
Varuna, o deus dos deuses; Agni (patriarca dos homens e deus do fogo) e muitos
outros, como a deusa Maya (ilusão), que comanda este mundo "ilusório".
Ratos, vacas e serpentes são animais considerados sagrados. Por isso, ratos se
tornaram uma praga praticamente indestrutível na Índia onde calcula-se que haja
cerca de 3,5 bilhões deles, mais de três vezes a população do país.
Segundo a tradição, Brahma teve quatro filhos que deram origem às quatro castas:
brâmanes (os que saíram da boca de Brahma), são a mais elevada; os xátrias (os
que saíram dos braços de Brahma), que são os guerreiros; os vaicias (os que
saíram das pernas de Deus ou Brahma), são os camponeses e comerciantes; os
sudras (aqueles que saíram dos pés de Brahma), são os servos e escravos.
Os párias, a quinta categoria, não são uma casta. São pessoas que cometeram
"crimes" e que desobedeceram às leis sagradas. Seus filhos automaticamente são
párias também. Socialmente são considerados um "nada". A eles é proibido viver
nas cidades e até mesmo ler qualquer um dos livros sagrados.
Para o espiritismo, reencarnar
é a forma de evolução da alma
O espiritismo, doutrina que surgiu em 1857 com o lançamento de "O Livro dos
Espíritos" na França, tem por pedra fundamental a chamada reencarnação. Pela
teoria, todos os seres humanos são espíritos reencarnados na Terra para evoluir.
A morte seria apenas a passagem da alma do mundo físico para o mundo espiritual.
No Brasil, estima-se que 10 milhões assumam a crença.
Assim como no cristianismo, doutrina da qual é derivado, para o espiritismo Deus
é a "causa primária", inteligência suprema que criou o universo e as leis que o
regem. Uma delas, além da reencarnação, seria a lei de causa e efeito, também
chamada "carma" pelos hindus.
Tal lei funcionaria ao lado da reencarnação. O objetivo do espírito, criado
"simples e ignorante" por Deus, é chegar à perfeição. A falta de experiência o
levará a erros durante esse caminho, e a lei de ação e reação o obrigará a
reparar suas faltas para voltar ao bem. A reencarnação, portanto, seria a forma
do espírito corrigir os erros que cometeu em outras vidas e dar mais um passo
rumo à perfeição.
O espiritismo também prega a pluralidade de mundos, baseado na frase de Cristo:
"A casa de meu Pai tem muitas moradas". Todos os planetas do universo seriam
habitados —pensar o contrário, segundo o espiritismo, seria questionar a
inteligência de Deus, que teria criado outros planetas apenas para embelezar o
céu terrestre.
A doutrina também prega a inexistência do céu e do inferno como concebidos pelo
catolicismo. Segundo o espiritismo, existem vários planos vibratórios, dos mais
inferiores aos mais elevados. Durante sua evolução, o espírito transita entre
esses diversos planos.
Pensar na figura do diabo também seria questionar o poder e a inteligência de
Deus, já que o criador de tudo o que existe no universo não criaria um outro ser
capaz de disputar com ele ou fazer mal às suas criaturas. A doutrina kardecista,
como também é chamada, questiona também a existência do mal —assim como a
escuridão é a ausência da luz, o mal seria a ausência do bem, do entendimento do
bem.
Jesus Cristo também é diferente para o espiritismo. O católico considera Jesus
como a "encarnação" de Deus na Terra. O espírita acredita que Deus é criador, e
Jesus é criatura. O Cristo seria um espírito muito evoluído, responsável pelo
planeta Terra e pelos espíritos que nele habitam diante de Deus.
Comunicação com o além
A figura do médium também faz parte da crença espírita. Como o próprio nome diz,
ele seria um meio de comunicação entre o mundo físico e o mundo espiritual. O
ícone do fenômeno no Brasil é Francisco Cândido Xavier, o Chico Xavier, que, sem
ter concluído o curso primário, escreveu 418 livros até hoje.
A mediunidade seria um dom que todos os seres humanos têm, em diferentes graus.
Chico Xavier teria a capacidade de ver, ouvir e incorporar espíritos. Há os que
só os vêem, há os que só os ouvem. Também há os que apenas sentem vibrações ou
sonham. Para o espiritismo, todos são médiuns.
Essa religião também assume a existência de um espírito-guia, também chamado de
anjo da guarda, além de espíritos amigos que nos acompanham nossa encarnação na
Terra para nos auxiliar a vencer nossos defeitos. Por outro lado, aqueles a quem
prejudicamos em outras vidas se tornam obsessores, espíritos que nos perseguem
e, com vibrações inferiores, procuram nos atormentar.
Em meados do século passado, quando da fundação da Federação Espírita
Brasileira, a mediunidade era muito utilizada para a obtenção de efeitos físicos
como a materialização de espíritos ou objetos. De lá para cá, as maiores
instituições brasileiras relacionadas à doutrina —Aliança Espírita Brasileira e
Fraternidade dos Discípulos de Jesus, além própria Federação— têm se preocupado
com a fundação de escolas de ensino moral.
Allan Kardec
Tido como fundador da doutrina espírita, o professor Hyppolyte Leon Denizard
Rivail, que adotou para suas obras espíritas o pseudônimo de Allan Kardec,
nasceu em 3 de outubro de 1804, em Lion, França. Ele era filho de um juiz, Jean
Baptiste-Antoine Rivail, e sua mãe chamava-se Jeanne Louise Duhamel.
Rivail estudou pedagogia com o célebre professor Pestalozzi, de quem cedo se
tornou discípulo e colaborador. Falava alemão, inglês, italiano e espanhol.
Membro de várias sociedades acadêmicas, foi autor de numerosas obras didáticas
na área.
Em 1854, o professor ouviu falar pela primeira vez sobre os fenômenos das mesas
girantes, moda da época nos salões europeus (algo parecido com a popular
"brincadeira do copo"). No ano seguinte, interessou-se mais pelo assunto e
passou a estudar os fenômenos.
Após algumas sessões, começou a questionar os ditos "espíritos" para descobrir
uma resposta lógica que pudesse explicar o fato de objetos inertes emitirem
mensagens inteligentes. As "forças invisíveis" que se manifestavam pelas mesas
diziam ser almas de homens que tinham vivido na Terra.
A partir daí, Rivail começou a fazer perguntas para todos os "homens que viviam
no além" com quem conversou. Dessas entrevistas nasceu "O Livro dos Espíritos",
primeira obra espírita publicada em 1857.
A partir de então, Kardec publicou mais seis livros, entre eles "O Evangelho
Segundo o Espiritismo" (1864) e "O Céu e o Inferno" (1865). Fundou também a
chamada "Revista Espírita", em 1858.
Saiba mais sobre o Santo
Daime,
a religião que nasceu na floresta
O doutrina do Santo Daime começou na floresta amazônica no início do século 20.
O pioneiro foi Raimundo Irineu Serra, descendente de escravos, que trabalhou
como demarcador de terras brasileiras na região.
Serra, que ficaria conhecido como o Mestre Irineu, recebeu a revelação da
doutrina, que é eminentemente cristã. Irineu afirmava ter recebido a
"iluminação" numa aparição de Nossa Senhora da Conceição em plena floresta. A
aparição foi na região de Basiléia, no Acre.
Ninguém sabe ao certo quem foi o primeiro povo a preparar e a beber o daime de
forma ritualística. Há registro de seu uso por tribos indígenas da Venezuela,
bem como de povos antigos do México pré-colombiano, como os
toltecas.
Diferentemente desses povos, o daime "casou" com o
cristianismo no Brasil. Toda a doutrina e a
maioria absoluta de seus hinos faz referências a ícones cristãos, como Jesus,
Nossa Senhora e José. Sempre antes e depois do ritual é rezado Pai-Nosso, Ave
Maria e Salve Rainha, entre outras orações.
Como é feito o daime
O daime é feito a partir da mistura de duas plantas, o cipó conhecido como
jagube (banesteriopsis caapi) e a folha de chacrona (psicotrya viridis),
também conhecida como rainha.
O preparo da bebida também obedece uma ordem ritualística: só os homens podem
manipular o cipó, e só as mulheres tocam as folhas; são cantados hinos durante
todo o feitio (preparo).
O preparo de uma "carga" de daime, que depois será consumida por fiéis de várias
igrejas do país, pode durar semanas ou até mesmo mais de um mês. E não pára
porque há turnos de fiéis.
Apesar de ter seu cultivo, preparo e uso garantidos pela Constituição Federal, o
daime ainda é considerado uma droga psicoativa (ou alucinógena).
Contato com o espírito
Os adeptos da doutrina, no entanto, afirmam que a bebida tem propriedades
enteógenas (que expandem a consciência). Uma das teses é que o daime
possibilitaria ao ser humano ter contato direto com o Espírito Santo.
A idéia é que a maioria das pessoas está "entupida" demais com as preocupações
cotidianas e materiais para ter uma experiência direta com o espírito.
O daime abriria essa porta, mas muitas vezes, um preço deve ser pago. É comum
que pessoas, mesmo as mais experientes, vomitem ou tenham fortes diarréias
durante os rituais que podem se estender por até 14 ou 15 horas. Também é comum
adeptos terem crises de choro ou mesmo de riso.
Essas reações seriam apenas decorrências da "limpeza" que deve ser feita antes
de o fiel entrar em contato com outras dimensões.
A diferença entre o daime e outras religiões é que, nele, o mestre é algo
relativizado: o mestre, propriamente dito, é a bebida, e é em torno dela que a
"evolução" do discípulo acontece.
A experiência de alguém com o daime pode até ser descrita em palavras, mas é
difícil transportar para a escrita as sensações e visões que ele proporciona.
Para as feiticeiras
toltecas,
útero "escraviza" mulher
Um dos mais intrigantes livros que fala sobre a mulher e seu corpo foi publicado
em 1993 pela editora Record, no selo Nova Era. Fora de catálogo desde 98, a obra
só é encontrada hoje em pouquíssimos sebos.
"Sonhos Lúcidos" foi escrito pela alemã naturalizada norte-americana Florinda
Donner-Grau, antropóloga e seguidora de Carlos Castaneda (autor do cult "A Erva
do Diabo").
Como ele, Florinda também foi "engolida" pelo grupo que estudava: os feiticeiros
e feiticeiras toltecas. Em vez de apenas estudar a cultura desse grupo, para
fins de mestrado, ambos acabaram se tornando parte dele.
Segundo o livro, os toltecas viveram numa região que vai do México setentrional
até o norte da América do Sul cerca de 7.000 anos atrás. O auge dessa
civilização teria ocorrido há cerca de 4.500 anos.
Quando os espanhóis chegaram, feiticeiros e feiticeiras foram massacrados em
nome de Cristo, como conta a história. A maioria dos registros desse grupo
tolteca foi exterminado.
Florinda, bem como Castaneda, que teria morrido em 98 (apesar de seu corpo ou
seus restos nunca terem sido encontrados, além de seu atestado de óbito ter sido
falsificado), foram iniciados neste conhecimento, por uma linhagem de
sobreviventes. E também se tornaram feiticeiros.
O útero
A base do conhecimento das feiticeiras era que a mulher foi "escravizada" e
"submetida cultural e emocionalmente" aos homens, desde os tempos imemoriais,
por causa de seu desconhecimento de "funções mágicas" do útero.
Segundo elas, esse órgão é muito mais misterioso do que qualquer mulher
contemporânea possa imaginar. Gerar filhos seria apenas uma dessas funções _e,
afirmavam, bastante destrutiva para o que chamavam de "totalidade do corpo
energético" feminino.
Traduzindo: as feiticeiras não deveriam nunca ter filhos. Mais: não deveriam nem
sequer manter relações sexuais, uma vez que, com elas, seus úteros seriam
"contaminados" pela energia masculina _altamente prejudicial para o seu
propósito.
E que propósito seria esse?
Encantamentos, mágicas, o dom de se transformar em animais, a capacidade de voar
(fisicamente) ou de permanecer consciente durante os sonhos, bem como ampliar o
leque de percepções visuais e físicas (algo obtido hoje somente com o uso de
drogas) eram algumas das "mágicas" que essas mulheres pré-colombianas tinham,
segundo Florinda.
Uma das mestras da escritora chega a ironizar, no livro, a condição das mulheres
hoje diante das pressões culturais para que casem e tenham filhos.
"Todos os males da mulher foram reduzidos ao que ela faz com seu útero", dizia
essa mestra (também chamada Florinda, e de quem a autora herdou seu "nome
tolteca").
Essa mestra-feiticeira citava um sem-número de informações que, hoje, alguns
ginecologistas costumam dizer às suas pacientes nos consultórios, para
tranquilizá-las em seus problemas femininos tradicionais:
"Cólicas vão desaparecer quando você tiver filhos; seu ciclo menstrual vai se
regularizar; você vai dormir melhor; ficará mais equilibrada; sua pele ficará
mais bonita."
"Fazer sexo e ter filhos se tornou uma espécie de panacéia universal para todos
os problemas da mulher", dizia a professora-feiticeira.
Nada mais errado, segundo ela. Para as feiticeiras, ao reduzir seus problemas ao
universo sexual, a mulher (com M maiúsculo) acabou sendo encurralada e reduzida
_energeticamente_ na Terra.
Como eram videntes, com capacidades visuais supostamente superiores, essas
feiticeiras presenciaram relações heterossexuais somente para observar o que
acontecia no "corpo energético" da mulher.
Florinda relata que as feiticeiras viram que, no momento do sexo, os homens
depositam na parede do útero da mulher uma pequena "bolinha de luz", que nunca
mais sairia de lá.
Essa "bolinha" funcionaria, grosso modo, como uma espécie de parasita se
alimentando da energia mais poderosa da natureza: a uterina, único local fora do
cérebro onde é possível criar, numa interpretação mais profunda dessa palavra.
Para essa energia masculina (a bolinha) deixar o corpo feminino, diziam as
feiticeiras, seria necessário cerca de sete anos de abstinência sexual. No
entanto, mesmo as mulheres mais decididas tenderiam a perder essa "batalha".
"Quando o sétimo ano vai chegando, as mulheres geralmente estão subindo pelas
paredes", ironizava a mestra Florinda.
Resumindo sua visão: por verem o útero como um órgão meramente reprodutivo, sem
qualquer outra função, e por não se absterem de sexo, as mulheres teriam sido
condenadas à submissão cultural e física até o final dos tempos.
Soa uma afirmação machista e derrotista, mas lembrem-se que estamos falando de
uma civilização remota, com mais de 7.000 anos, na qual não havia acesso
igualitário às informações entre homens e mulheres.
De qualquer forma, trata-se de uma visão parcial e sui generis de comportamento
e história pré-colombiana, que só pode ser detalhada com a leitura completa da
obra.
Procurada pela reportagem, a editora Record, no Rio, informou à Folha Online
que a empresa não tem mais interesse comercial em relançar o livro "Sonhos
Lúcidos".
Conheça a Cientologia,
a "Igreja de Hollywood"
Uma religião sem orações ou rituais, a cientologia ficou conhecida por despertar
polêmica e por atrair famosos astros de Hollywood. Tom Cruise e John Travolta
são só duas das estrelas que frequentam essa religião, idealizada pelo
norte-americano Ron Hubbard na década de 50, cujo "boom" aconteceu nos anos 90.
O que a cientologia propõe é levar o indivíduo a um estado de consciência
chamado "clear" (limpo). Essa "limpeza" é a eliminação do que chamam de mente
reativa _que por sua vez é, grosso modo, um lugar que todos nós temos no
cérebro, onde estão registrados os traumas e as fobias, todas as "tristezas",
todas as imagens e sensações de dor ou sofrimento.
Para eliminar a mente reativa [e de forma rápida, segundo a religião] há uma
tríade de atitudes indispensáveis para o cientólogo:
1) fazer leituras e estudos profundos das obras de Ron Hubbard;
2) práticas diárias de técnicas e exercícios descritos nos livros;
3) participar de "misteriosas" sessões onde um aparelho criado por Hubbard,
chamado e-metro, é seguro com as duas mãos pelo praticante, enquanto ele
responde a um questionário.
A reportagem não teve acesso ao aparelho, apenas viu uma imagem. Há pouquíssimas
informações sobre ele. Aparentemente o e-metro registra ondas cerebrais
específicas. Para mexer com essas ondas, o mestre cientólogo faria uma sessão de
perguntas muito delicadas ao discípulo da igreja.
É como se o questionário do mestre mexesse exatamente nas "feridas psíquicas" de
alguém que se submete a isso voluntariamente. Lembranças, sensações e imagens
ruins e traumáticas estariam armazenadas em algum lugar na mente. O aparelho
abriria uma porta e começaria a "faxina mental".
A provável dor de mexer nesses pontos da vida poderia ter a força de limpar a
mente, segundo a cientologia. Com o tempo, essas "porcarias" deixariam de
existir e o cientólogo passa a ter, principalmente, mais energia e "espaço"
mental para usar. Ou seja, mais poder.
Essa é a idéia de Hubbard, que morreu em 1986 e era um brilhante físico nuclear,
entre outros diplomas e talentos. O mais conhecido livro dele é "Dianética"
(Record, 400 págs).
No mundo e no Brasil
Vários países na Europa e os EUA vêm combatendo a cientologia, tanto na esfera
política como na judicial, há anos.
Embora seja chamada de religião, as técnicas dela assemelham-se mais a uma
terapia. Mesmo assim, países como Alemanha chegaram a tentar proibir sua
difusão, seu crescimento.
As armas governamentais _muitos alegam que a igreja faz lavagem cerebral_ são
geralmente grandes devassas do Fisco sobre as propriedades da igreja e de seus
discípulos.
Países democráticos, no entanto, têm sido seguidamente derrotados nos seus
próprios tribunais. Mas a cientologia continua absolutamente proibida em países
do Oriente Médio e, mais ainda, na China.
Não há dados oficiais mas o Brasil teria atualmente cerca de 2.000 cientólogos.
Todos os cursos ministrados dentro da igreja são pagos (não há informações sobre
os valores). As sessões de "audição" com o aparelho chamado e-metro também são
pagas. Também há cursos dedicados ao tratamento de dependentes químicos.
Realizado por:
RICARDO FELTRIN, CELESTINO VIVIAN, FRANCISCO MADUREIRA, da Folha Online
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